sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Vida e Tentação de Joana d'Arc


  Esta obra, dividida em dois volumes, aborda toda a vida de Joana d'Arc, desde sua infância à morte na fogueira, passando por suas visões e por importantes momentos da história tardo-medieval. Também apresenta, evidentemente, seus momentos de tentação, tanto no campo espiritual como nos da guerra e da política, muitos dos quais surpreenderão o leitor. Isto a fim de refletirmos sobre a condição humana, em sua fragilidade e em sua grandeza.
   A Donzela de Orléans, tardiamente canonizada em 1920, não é uma heroína e uma figura histórica de grande relevância apenas para a França, exemplo de coragem, fé e liderança, humana em suas falhas, santa em suas virtudes, capaz de conter feras como o cruel barão Gilles de Rais e de ser ela própria feroz, fonte de temor entre seus inimigos, ao mesmo tempo que terna, espelho de Cristo em sua condenação e sacrifício.


  Devido a problemas com a editora, o livro só pode ser adquirido mediante contato com o autor:



  Confira o prólogo do primeiro volume:




Vida e Tentação de Joana d'Arc - Primeiras resenhas


Resenhas de “Vida e Tentação de Joana d'Arc” pelo blog "Histórias e Encantos":




Resenha em vídeo de “Vida e Tentação de Joana d'Arc” pelo blog "Café e Espadas":


Principais personagens de "Vida e Tentação de Joana d'Arc"



   Joana d'Arc: A protagonista, nascida em Domrémy, aldeia posteriormente renomeada em sua homenagem como Domrémy-la-Pucelle (pucelle significa “donzela”).

   Filha do lavrador Jacques d'Arc e de Isabelle Romée, tinha quatro irmãos: Jacques, ou Jacquemin, Catherine, Jean e Pierre.

   Experienciando visões místicas desde cedo em sua vida, a fé seria o principal impulso para seus feitos futuros, que contribuiriam para o fim da Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra.




   Carlos VII de Valois: Desacreditado e fragilizado a princípio, o delfim, isto é, o herdeiro da coroa da França, tornou-se rei graças à atuação de Joana.


  La Hire: Um dos mais próximos companheiros de Joana, um guerreiro implacável e de temperamento feroz, mas boa índole.
Costumava se referir a si mesmo em terceira pessoa, até mesmo em suas orações:
- Deus entende La Hire com poucas palavras!- E emendava:- Senhor Deus! Rogo-te para fazer por La Hire o que La Hire faria por ti se fosses capitão e se La Hire fosse Deus!



  Gilles de Rais: Personagem dos mais controversos. Um nobre riquíssimo e um dos principais companheiros de Joana. Que porém, após a morte da Donzela, pareceu perder por completo as rédeas de si, sendo acusado e condenado por torturar e violentar um grande número de crianças, deixando-se arrastar pelo fascínio da magia negra. Um dos primeiros serial killers de que se tenha registro.




  Jean de Dunois: Conhecido como “o Bastardo”, defendia Orléans, sitiada por John Talbot, quando Joana apareceu para dar fim ao cerco. 


   John Talbot: O barão de Blackmere.

   Um cavaleiro experiente, Talbot podia ser definido como o epítome do guerreiro medieval tardio, tendo transcorrido durante sua vida mais tempo no campo de batalha do que em suas terras.

   Também um amante dos cães, não se importara quando o rei Henrique V passara a se referir a ele como “nosso bom cão”, depois introduzindo em seu escudo justamente a seguinte citação: “Bom e leal cão de Sua Graça”.



   Christine de Pizan (ou Cristina da Pizzano): Poetisa e filósofa italiana que viveu na França, foi admiradora de Joana e uma crítica de toda misoginia, autora de A Cidade das Damas.



   Iolanda de Aragão: Rainha consorte de Nápoles e duquesa de Anjou, sogra de Carlos VII, seu apoio à causa do genro foi fundamental, inclusive financiando o exército de Joana.




  Henri Beaufort: Importante clérigo de seu tempo, tio do rei Henrique V da Inglaterra. Como cardeal de Winchester, foi o mais relevante membro do tribunal que condenou Joana à fogueira em Rouen.


   Pierre Cauchon: O corrupto bispo de Beauvais, que chefiou e conduziu da forma mais desonesta possível o processo de julgamento de Joana.



   John de Lancaster: O duque de Bedford, que, após a morte de Henrique V, passou a atuar como regente na França em nome de seu ainda muito jovem sobrinho, Henrique VI.



   Georges de la Trémoille: Conselheiro do rei e um grande oportunista, o maior responsável pelas intrigas da corte e um dos principais adversários de Joana.

A Rosa e a Cruz



  Sinopse: Por volta do ano 1000 da era cristã, em um universo paralelo ao nosso, catástrofes naturais e ataques de demônios desolaram a humanidade e alagaram parte das terras, transformando as áreas habitadas em ilhas de diferentes dimensões. Estas foram se encastelando cada vez mais, como uma defesa ao avanço das hordas do mundo inferior.
   Nesse cenário, para combater tais violentas criaturas, começaram a surgir guerreiros de elite no seio da Igreja, denominados cruzados.
   Evidentemente, não faziam uso de nenhuma forma de magia, proibida pelo clero. No entanto, eram dotados de força e habilidades sobrenaturais que só podiam ser explicadas pelo sangue de Cristo introduzido em seus corpos pelos padres vermelhos, os encarregados de investi-los e de guardar o Santo Cálice, o Graal, em tempos tão difíceis enfim encontrado.
   Os cruzados assumiram sua tarefa e contribuíram para o estabelecimento do catolicismo romano como religião realmente universal. A população de descrentes e os seguidores de outros cultos foram pouco a pouco se encolhendo diante da única fé que dava mostras de ser verdadeira...E, com o transcorrer dos séculos, chegamos ao ano de 2012: os cruzados continuam a atuar, como membros de uma restrita Ordem militar, exterminando os seres do Inferno, que insistem em invadir a Terra, e também punindo os hereges. Tornam-se, assim, fonte de riquezas para a Igreja, considerando que todo serviço requisitado aos padres vermelhos é pago, a menos que diretamente solicitado por estes em razão de alguma emergência.
   Tais peculiares guerreiros permanecem sempre num número máximo de doze. E suas armas e armaduras são banhadas no sangue de Cristo. Só podem ser restauradas e aperfeiçoadas por padres vermelhos ferreiros, especializados nessa manutenção.
  Depois que se tornam cruzados, se têm menos idade envelhecem naturalmente até os 30 anos. E se têm mais podem parar na idade em que estão ou rejuvenescer. Caso envelheçam por escolha própria, o que também é possível (havendo os que abdicam da juventude para não se mostrarem vaidosos), bastando a vontade, podem recobrar aparências anteriores se mudarem de ideia.
   Morrem somente em batalha, resistentes a qualquer tipo de doença, e dormem pouco, alertas até durante o sono e cochilando quando querem em qualquer posição.
   Quase não precisam comer, só a cada sete dias, e aprendem com facilidade o idioma que desejarem
   Certos questionamentos, no entanto, tomam corpo porque é tido que os cruzados que caem no pecado acabam sendo possuídos por espíritos infernais (e de considerável poder). A exigência moral é por isso, teoricamente, muito maior para esses homens.
   Contudo, o argumento de que Cristo deseja pessoas virtuosas, e que portanto seu sangue abandona o corpo do guerreiro quando este cessa de praticar o bem desinteressado ao próximo, tornando sua carne mais vulnerável à invasão demoníaca do que a de um humano comum, como punição por sua impiedade, é contestado por testemunhas de atos claramente cruéis, arbitrários e anticristãos por parte de tais paladinos; atos que não resultaram em possessões. Quais seriam, então, os motivos ocultos? Deus estaria testando a fé dos homens?
   O que é evidente é que o sangue do Salvador não os faz de forma nenhuma santos. Apenas seres dotados de dons sobre-humanos que os capacitam a combater as hordas de Lúcifer. Dádivas que são assim lâminas de dois gumes.
   Em uma das mais claras ambiguidades desse mundo, como os seres humanos podem às vezes temer seus protetores?
   Para reflexão, as palavras de São Paulo de Tarso: “Não temos de lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas e contra as hostes espirituais da maldade nas próprias regiões celestes.”

  A obra pode ser adquirida no seguinte link: